A U TO C O N H E C I M E N T O E A U T E N T I C I D A D E

Quando foi que você se perdeu de você?

Ao longo da vida, a gente aprende a se adaptar, corresponder a expectativas e seguir caminhos que parecem simplesmente o que deveria ser feito. Mas será que a profissão que você exerce hoje foi realmente uma escolha sua ou começou como uma “sugestão” dos seus pais, talvez carregando um sonho que era mais deles do que seu? A casa onde você mora tem a ver com a vida que você queria construir ou você se adaptou ao sonho de quem vive com você? E a maternidade: você quer ser mãe ou aprendeu que esse seria o caminho natural para se sentir realizada?

São questões tão comuns que talvez você nunca tenha parado para fazê-las. Quando vivemos muito tempo no automático, nem sempre percebemos o que estamos apenas seguindo. E tem mais: aquilo que fez sentido um dia pode não fazer mais hoje.

O autoconhecimento começa justamente aí: quando você para, se observa e começa a distinguir o que realmente tem a ver com você daquilo que apenas aprendeu a seguir.

Autoconhecimento também é aprender a se questionar

Nem sempre as respostas aparecem de imediato. Às vezes, começar pelas perguntas certas já muda o que conseguimos enxergar.

Quanto você se adapta para caber?

Nem tudo o que você aprendeu a querer começou necessariamente em você. Algumas escolhas também carregam expectativas, histórias e desejos de outras pessoas.

Algo pode ter feito sentido por muito tempo e, ainda assim, deixar de representar quem você é hoje. Mudar também pode ser uma forma de se reconhecer.

Se adaptar faz parte da vida. A questão é perceber quando, para pertencer ou corresponder ao que esperam de você, você começa a deixar partes de si de lado.

Quanto de você existe na sua vida?

O que na sua vida ainda combina com você?

Se você sempre se adapta, em que momento você é você?

Quem é você?